sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Distorções na relação Estudante x Instituição de Ensino x Mercado de Trabalho

Apesar de não ter freqüentado cursos de Administração, Gestão de Negócios ou similares, o fato de trabalhar em empresas da iniciativa privada, que pela essência do capitalismo são orientadas pela obtenção de lucros, e de ser cobrado por resultados, faz com que tenhamos uma certa noção a respeito do tema. Isto nos permite fazer certas análises, e faz com que possamos ver algumas coisas por uma ótica diferente.

Baseado nisso, gostaria de fazer alguns paralelos.

A padaria do seu bairro, qual o seu produto? O que ela vende?
Pãozinho? Correto.
E quem são seus clientes?
Quem compra o pãozinho no balcão da padaria? Correto.
Quem paga pelo pãozinho é o cliente, e enquanto este sujeito estiver satisfeito, suas necessidades sejam atendidas ou até superadas, ele continuará a comprar pãozinho, garantindo a lucratividade da padaria e o futuro do negócio.

Uma empresa que fabrica ônibus, qual o seu produto? O que ela vende?
Ônibus? Correto.
E quem são seus clientes?
Os passageiros? Errado.
Apesar de serem usuários finais e desfrutarem dos predicados ou sofrerem com os defeitos do produto da fábrica de ônibus, o cliente da fábrica é a empresa de ônibus.
Quem paga pelo ônibus é a empresa de ônibus, porém o fabricante deve estar preocupado não apenas com o seu cliente direto, mas também com o usuário final do seu produto, que é o passageiro, o cliente do seu cliente. Desta forma, se a empresa de ônibus prospera, ela volta a comprar mais ônibus, garantindo a lucratividade e a manutenção do negócio do fabricante.

Parece complicado? Então vamos ao próximo cenário.
Uma escola técnica, um curso profissionalizante, ou uma universidade, qual o seu produto?
Diplomas? Certificados? Errado.
E quem são seus clientes?
Os estudantes, que buscam as salas de aula dessas instituições para obter seus certificados e poder se lançar ao mercado de trabalho? Errado.

Aqui neste ponto eu tenho a impressão de que há uma inversão de valores.
No meu entendimento, o produto dessas instituições não são os diplomas, mas os profissionais formados por ela, e seus clientes na verdade são as empresas, é o mercado de trabalho. Os estudantes são a matéria-prima, que a escola vai transformar, agregar valor, até obter o produto final.

Um produto bom é um profissional qualificado. Se a instituição fornecer um produto bom, de qualidade, o mercado de trabalho gosta, e volta pedindo por mais produtos, à procura de mais profissionais egressos destas instituições. A reputação das instituições chama a atenção dos estudantes e estes a procuram em busca de formação, qualificação, fechando o ciclo.

Então, para garantir a manutenção do negócio destas escolas elas precisam ter o foco no mercado, analisar o que os clientes buscam, quais suas necessidades e anseios para então atrair mais estudantes e fazer a roda girar. O trabalho da escola não deveria acabar no momento em que o formando recebe o seu diploma, é necessário um trabalho de identificação da resposta do mercado ao seu produto, uma espécie de pós-vendas, para saber se está na direção correta ou não.

Uma pergunta que eu sempre fiz é, porque tem tanto engenheiro trabalhando no mercado financeiro, uma área onde deveriam reinar economistas, contadores e administradores de empresas?

Bem, a resposta que eu sempre ouvi foi a de que os engenheiros teriam mais habilidade para lidar com números, análises de cenários e tomadas de decisão. Mas no meu entendimento existem pelo menos outras duas respostas para esta pergunta.

A primeira delas é que as escolas de engenharia não estão sabendo adequar o seu volume de produção à demanda do mercado, como se o padeiro produzisse mais pãezinhos do que a vizinhança está consumindo. Resultado disso é que o pãozinho acaba sendo reciclado, põe um recheio, uma cobertura, serve gelado, tenta dar outro sabor, mas no fundo é um pãozinho.

A segunda alternativa é que as escolas de economia, contabilidade e administração não estão sabendo ouvir o que o mercado está pedindo, o cliente pede pão com gergelim mas na hora que sai a fornada vai lá e só encontra o mesmo pãozinho de sempre.

Outra pergunta, porque o índice de aprovação no exame da OAB é tão baixo?

É como se um cliente exigente chegasse na padaria e dissesse, eu compro toda a sua produção, pago o preço que for, mas os pães têm que ser clarinhos, não podem passar do ponto. O problema é que o nosso padeiro tem um forno a lenha e com o termômetro quebrado, ele só tira uma fornada quando começa a sentir o cheiro de pão queimado. Aí ele começa a separar os pães claros dos assados no ponto e dos queimados. Resultado disso, aquele cliente exigente chega com o caminhão para buscar a produção e acaba levando só meia dúzia. Uma outra porção de pães, aqueles que ficaram assados no ponto ainda acabam tendo colocação no mercado, para o cliente comum, a um preço irrisório. Mas a maioria dos pães está queimada e não têm valor comercial.

Imagine então o dia em que o padeiro resfriado, com o nariz entupido não sente o cheiro do pão assado. Para onde irá a produção dele?

Nos três exemplos do pãozinho, se o padeiro não se adequasse àquilo que o mercado está pedindo seu negócio estaria fadado a ruir. Agora vamos imaginar uma situação em que quem paga a conta do pãozinho não é o cliente que vem comprar no balcão, esse chega leva e não dá satisfação, o padeiro não está preocupado porque na verdade quem paga toda a despesa da padaria e ainda garante o seu lucro no negócio é o fornecedor de matéria-prima. Todo dia chega um caminhão de farinha, descarrega na padaria e vai pagando a conta do pãozinho enquanto a massa é preparada e assada, o pãozinho fica 15 minutos no balcão e se ninguém levar é jogado fora, porque a próxima fornada está vindo, paga pelo outro fornecedor de farinha.

Parece absurdo? Pois é, mas enquanto o estudante farinha paga a conta da universidade padaria e garante seus lucros, e o padeiro não se preocupa em assar o pão de acordo com o que o cliente mercado de trabalho está pedindo, quem leva o prejuízo é o pãozinho.

Mas como equacionar este problema? Difícil. Tentei imaginar 3 pontos:
- Metodologias de avaliação das instituições, de forma isenta, imparcial e objetiva, seja através de exames dos conselhos e entidades de classe, provões de final de curso ou outras formas, desde que bem estruturadas e unificadas permitindo a atribuição de notas e elaboração de rankings seriam uma medição da qualidade da formação profissional.

- Agências regulatórias e fiscalizadoras, como foi pensado para outros serviços básicos como telecomunicações, saúde, transportes, etc., mas com poder de fiscalização e regulação de fato, e eficiência em suas ações, viriam a auxiliar na elevação dos níveis de qualidade das instituições.

- Convênios e associações entre instituições de ensino e empresas aproximariam o cliente do fornecedor, porém na maioria das vezes essa associações dependem de um catalisador externo, papel na maioria das vezes do poder público através de seus institutos de fomento. O problema é que muitas vezes a liberação de recursos para investimento em pesquisa e desenvolvimento, por passar longe dos pilares de prioridades dos governos, acaba esbarrando em entraves burocráticos, tornando-se processos morosos e incertos, sendo que na maioria das vezes as empresas interessadas nesses convênios, devido à competitividade do mercado, não conseguem absorver os prazos dilatados e o nível de incerteza desses pedidos de financiamento e acabam buscando soluções tecnológicas prontas ou convênios com empresas e governos de outros países, transferindo a geração de conhecimento, e todos os benefícios que isso proporciona, para fora de nossas fronteiras.

Polícia na Universidade

Sobre os recentes acontecimentos na Universidade de São Paulo, gostaríamos de suscitar os seguintes pontos para a reflexão:
Que distorção de valores é esta, onde policiais exercendo sua função apropriadamente é uma coisa ruim?

Que distorção de valores é esta, onde uma minoria não representativa que teoricamente clama por liberdade pratique depredação e vandalismo?

Que distorção de valores é esta, onde uma minoria não representativa que teoricamente clama por igualdade deseja ter tratamento diferenciado dos demais só por estar dentro do campus?

Que distorção de valores é esta, onde uma minoria não representativa que teoricamente clama por fraternidade impede que seus colegas, uma maioria representativa porém não organizada, estudem?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Por quê Educação? Uma perspectiva biológico-evolutiva

Na evolução, todo animal que é selecionado para continuar povoando o planeta se diferenciou dos outros por que desenvolveu alguma característica ou habilidade que aumentou as suas chances de sobrevivência. Podemos citar como exemplo a visão noturna da coruja, o olfato e audição aguçados do cachorro, a habilidade de caçar dos felinos, o sonar dos morcegos e assim por diante. Pode parecer óbvio, mas se um animal possui uma habilidade que o diferencia dos demais e não a usa ele diminui suas chances de sobrevivência. Se uma coruja não usa a sua visão noturna ela vira um alvo fácil para seus predadores. No caso do ser humano a habilidade que nos diferenciais dos demais animais é a capacidade intelectual.

Capacidade intelectual é a capacidade de um autômato de inferir os padrões com os quais interage e usar tais impressões para aumentar sua capacidade de interação com o ambiente e de assimilação de padrões.

Quando duas ou mais grandezas comprovadamente possuem alta correlação, um padrão se estabelece. Eventualmente duas grandezas podem ter alta correlação, mas se esta não for comprovada não temos um padrão e sim uma coincidência. Sempre que alguém dá cabo a uma coincidência sem antes averiguar se a correlação entre as grandezas é real está agindo contra ao desenvolvimento da humanidade.

Ao conjunto de padrões conhecidos damos o nome de conhecimento e para facilitar a nossa vida, dividimos o conhecimento humano em subgrupos chamados campos do conhecimento. Alguns exemplos de campos do conhecimento são a matemática, história, geografia, física, química, engenharia, economia, medicina e assim por diante.

Sempre que alguém infere um padrão, ele só fará parte do conhecimento humano se o mesmo for compartilhado e a única maneira de fazer isso é através da comunicação. Para se comunicar com outra pessoa é necessário usar uma linguagem. Existem vários tipos de linguagem, mas para simplificar vamos dividi-la em dois grupos: a linguagem objetiva e a linguagem subjetiva.

A linguagem objetiva é precisa, portanto não são admitidos erros de interpretação. Como exemplo, podemos citar a linguagem matemática. Como sugere a própria definição e pode ser facilmente demonstrado, tal linguagem é inerentemente exata e a mensagem transmitida é exatamente a mensagem recebida.

Sempre que alguém utiliza a linguagem objetiva está colaborando para expandir os campos de conhecimentos científicos. Ciência é a atividade de transmissão de padrões em linguagem objetiva.
A linguagem subjetiva é imprecisa, portanto existe uma perda entre a mensagem transmitida e a mensagem interpretada. Como exemplo, podemos citar as linguagens visuais e auditivas. Como sugere a própria definição e pode ser facilmente demonstrado, tais linguagens são inerentemente passíveis de interpretações diversas. Também são conhecidas como linguagens não-matemáticas.

Sempre que alguém utiliza a linguagem subjetiva está colaborando para expandir os campos de conhecimentos artísticos. Arte é a atividade de transmissão de padrões em linguagem subjetiva.

Como comprovado anteriormente, a vida para os seres humanos não faz sentido sem que se utilize a capacidade intelectual, e as duas formas válidas de usar a capacidade intelectual são através do estudo das ciências e das artes. Pois bem, é na escola em que as crianças e jovens tem contato com os campos de conhecimento científicos e artísticos, portanto podemos concluir:

“A vida não faz sentido sem uma Educação Básica de qualidade.”

Agora com o intuito de testar a validade desta afirmação, vamos fazer um exercício mental e ver o que acontece com quem não possui uma educação básica de qualidade.

A Educação Básica no Brasil consiste da educação infantil, a educação fundamental e o ensino médio. A educação infantil consiste de creches, crianças de 0 a 3 anos; e da pré-escola, crianças de 4 a 5 anos. A educação infantil consiste de nove séries, crianças de 6 a 14 anos. E o Ensino médio consiste de séries, com jovens de 15 a 17 anos. A partir do final do Ensino Básico, os jovens possuem diversas oportunidades de escolha como o ensino profissionalizante, o ensino superior, o empreendedorismo, carreira nas forças armadas, e assim por diante.

Os objetivos do Ensino Básico são a alfabetização, o letramento e a introdução ao estudo dos campos de conhecimentos básicos como língua portuguesa, matemática, física, química, história, geografia, artes e esportes.

Uma vez que uma criança não tenha acesso a um ensino básico de qualidade resultará num adulto com deficiências de aprendizado nestas áreas, vamos a alguns exemplos das possíveis conseqüências:

Um adulto que não tenha sido alfabetizado não é capaz de sozinho fazer tarefas simples como operar um aparelho micro-ondas, fazer uma ligação telefônica, fazer o sinal para o ônibus certo parar.

Um adulto que mesmo alfabetizado, mas iletrado não será capaz de exprimir suas idéias de forma clara, tampouco entender as idéias que lhe são passadas.

Um adulto que teve deficiência de aprendizado em matemática precisará usar uma calculadora para somar dois mais três antes de pagar uma conta, e mesmo assim correrá o risco de ser enganado por um feirante.

Um adulto que nunca tenha praticado esporte dificilmente entenderá que tanto na vida, aquele que mais se dedica vencerá. Um adulto que nunca tenha praticado esportes coletivos dificilmente entenderá que para um time vencer é preciso ter espírito de equipe, que é normal que cada um tenha uma função diferente, e se todos fizerem bem a sua função a equipe toda atinge o objetivo comum.

Um adulto que nunca tenha tido acesso à arte, como ouvir música de boa qualidade, ler os clássicos da literatura e ver quadros que foram eternizados no decorrer da história, nunca abrirá sua percepção para as verdades da vida, só aprenderá o que sentir na própria pele.

Resumindo, uma criança que não tiver acesso a um ensino básico de qualidade não será capaz de interagir com os outros e com o meio onde se encontra. Um ser humano que possua perfeitas condições de interagir com as outras e com o meio, mas não o faz não passa de um fardo para a sociedade, biológico-evolutivamente sua vida não faz sentido. Conforme queríamos demonstrar.

Por quê Educação? Uma perspectiva sócio-financeira

Atualmente é grande o número de crianças com dificuldade de aprendizado em matemática, o Brasil é o país de maior taxa de juros do mundo e é sabido ainda que grande parte da população brasileira está endividada.

Para tentar explicar a relação entre estes três fatores vou usar a frase de um autor desconhecido que eu gosto bastante:
Existem dois tipos de pessoas, as que entenderam e as que não entenderam os juros compostos. As que entenderam, provavelmente estão desfrutando dos rendimentos de seus investimentos de longo prazo. As que não entenderam, provavelmente estão pagando o enorme ônus de seus financiamentos de longo prazo.

Por não entender como funciona a conta dos juros compostos, as pessoas apenas se preocupam se a parcela de um determinado financiamento cabe no orçamento ou não, não se importando com o montante total pago pelo produto ou serviço.

Portanto, a conclusão é que a deficiência de aprendizado em matemática, aliado com os altos juros do país tem agravado um grande problema na nossa sociedade: as empresas que mais dão lucro no país são as que exploram recursos naturais (commodities), depois vês as instituições financeiras e só depois as empresas que manufaturam algum produto com valor agregado. As empresas que produzem ganham muito menos que aquelas que apenas especulam, isso é um grande obstáculo para o desenvolvimento do país.

De forma alguma quero diminuir a importância das instituições financeiras que são essenciais na economia. Mas me irrita muito ver instituições financeiras oferecendo empréstimos de 8 anos para se comprar um carro, empréstimos de 30 anos para comprar uma casa, empréstimos de 5 anos para se pagar os armários da cozinha. Chega a ser irresponsável e inescrupuloso. Sob a bandeira de que graças e eles as populações de baixa renda passam a ter acesso aos confortos da vida moderna, eles se aproveitam da ignorância da população para alavancar mais ainda seus estrondosos lucros.

Enquanto os meios especulativos forem mais rentáveis que os meios de produção o país não avançará. E para reverter esta situação, basta diminuir as crianças com deficiência de aprendizado em matemática, sendo mais específico ainda, as pessoas tem que entender as conseqüências dos juros compostos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Escândalo no ENEM 2011

Segue link das notícias:
Polícia Federal instaura inquérito para investigar vazamento no Enem 2011

Enem: prova teria vazado no CE; MPF quer anulação do exame

Insatisfeito com o MEC, procurador da República pedirá anulação do Enem 2011
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/insatisfeito-com-o-mec-procurador-da-republica-pedira-anulacao-do-enem-2011
Só pra mostrar que ainda falta consertar muita coisa no nosso país. Por isso apoiamos a destinação de parte dos royalties do petróleo da camada pré-sal para a Educação.

domingo, 23 de outubro de 2011

Riquezas Naturais e a Educação

Na década de 70 o Chile do ditador Pinochet começou a explorar o cobre da Cordilheira dos Andes e encheu o rabo de dinheiro. Na época o ditador resolveu investir o dinheiro nas forças armadas, hoje em dia o Chile possui uma das melhores forças armadas da América do Sul, tudo isso custeado com a renda do minério de cobre.

Ainda na América do Sul, temos a Venezuela cheia de petróleo, e seu “ditador” resolveu usar o dinheiro para financiar governos de esquerda na América Latina e “peitar” os Estados Unidos.

A Noruega também possui petróleo às tubas, mas percebeu que um dia a fonte vai secar e está se preparando para isso, grande parte dinheiro arrecadado com a exploração do petróleo é destinado para um fundo de longo prazo, que provavelmente vai garantir que o país mantenha a primeira posição no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no mundo.

Já os países árabes que possuem muito petróleo estão usando o dinheiro para construir palácios para os xeiques e investir um pouco em turismo de alto padrão. Provavelmente esta iniciativa irá garantir um pouco de luxo para os xeiques quando a fonte de óleo negro secar. Alguns países árabes decidiram ainda usar o dinheiro do petróleo para financiar guerras religiosas sem fim.

Um país que ainda não entendi é a Nigéria. O país nada em petróleo, diamantes e favelas. Existe algo de muito errado na Nigéria.

O Brasil recentemente descobriu enormes quantias de petróleo na camada pré-sal. A quantidade de dinheiro decorrente destas descobertas será equivale a um mendigo ganhar sozinho na loteria acumulada. Chegamos enfim numa encruzilhada onde devemos decidir que caminho tomar: o caminho da Noruega, da Venezuela, do Chile, da Arábia Saudita ou aproveitaremos esta chance de ouro para melhorar alguma coisa.

Faz algum tempo, mas nas minhas primeiras aulas de história lá no Belenzinho em São Paulo, me lembro que depois do descobrimento, os portugueses começaram a saquear as riquezas naturais do Brasil como o pau-brasil, cana-de-açúcar, ouro e pedras preciosas. Em troca dava aos índios que lá estavam artigos fúteis como espelhos, escovas, roupas velhas e assim por diante.

Pois eu acho que o que acontece hoje no país não é muito diferente. Exportamos petróleo, minério de ferro e soja. Em troca, conseguimos smartphones, tablets, Nintendos Wii e Playstations.

Se quisermos dar o passo definitivo para resolver os problemas do país deveríamos aproveitar o bilhete premiado para investir em educação.

Infelizmente o nosso governo aumenta seu tamanho de acordo com o poder de arrecadação: quanto mais arrecada, mais a máquina do estado cresce. E atualmente temos visto uma verdadeira guerra pela disputa dos royallites do petróleo em Brasília. Do jeito que as coisas andam jogaremos mais uma chance de ouro pelo buraco.

Prós e Contras

Este blog faz hoje uma semana. Nesta primeira semana de vida o blog teve 6 textos publicados e 120 visitas. Algumas pessoas manifestaram apoio à causa aqui defendida e até me mandaram artigos que ajudam a corroborar as idéias aqui divulgadas, o que me deixa muito feliz e satisfeito. Entretanto, algumas pessoas se mostraram contrárias e confesso que fiquei bastante surpreso. Não sou contra a críticas, aliás sou a favor, elas são uma excelente oportunidade de reflexão e crescimento.


Apesar do trocadilho do título do blog dizer que Só a Educação Salva o Brasil, a educação não é a solução para todos os problemas, muitas outras coisas precisam acontecer em paralelo também. Algumas delas até são conseqüência de um povo mais evoluído, mas outras não. Esta crítica me fez refletir bastante e até cogitar mudar o nome do blog, mas não o farei. Minha conclusão é que a educação sozinha realmente não salvará o Brasil, mas qualquer solução que não englobe mais investimento em educação certamente fracassará. Portanto continuo convicto do “moto” deste blog e continuarei defendendo aqui que a educação seja levada mais a sério no nosso país.